segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Relato caminhos de Pilões

CAMINHOS EXTREMOS DE PILÕES 300KM
“Uma História mal terminada”
Sexta feira tudo pronto para viajar a cidade de Bertioga no litoral paulista ponto de reunião onde no dia seguinte aconteceria uma grande expedição de 300 quilometros que prometia ser bem dura devido a altimetria do terreno e o longo trecho contínuo de bike de 160 Km.
A equipe estava preparada e bem confiante num bom resultado, pois dependendo da colocação ficaria mais próxima do Top 10 brasileiro.
Depois de uma noite mal dormida devido aos últimos ajustes e a anciedade pré-largada embarcamos num ônibus que nos levaria para o Parque de Pilões, que ficava no meio da Serra do Mar.
Todos alinhados embaixo do pórtico e começa a contagem para a largada, a adrenalina sobe e prepara o corpo para mais uma prova , mesmo sendo um percurso longo as equipes não darão trégua e somente as mais preparadas acompanharão o ritmo do pelotão de ponta.
A prova começa num trecho de caminhada (corrida) em leito de rio, prato cheio para acidentes com torções, combinamos então segurar o ritmo e recuperar depois. Muito congestionamento e como esperado um fortíssimo ritmo.
Depois cannioning ( caminhada em leito de rio) começamos então a acelerar buscando recuperar as posições perdidas, mas sem se desgastar, afinal são trezentos quilômetros que apenas estava no começo.
Subimos margeando um leito de rio e fiquei surpreso quando nos deparamos com uma preguiça, pela primeira vez que vejo uma fora do zoológico, maravilhosa, e pelo jeito que ela olhou pra nós já se cansou só de ver a correria, certo ela.
O mais difícil aguardava quando deixamos o rio e subimos numa encosta de pelo menos trezentos metros e extremamente ingrime, pra piorar sem trilha, um verdadeiro vara mato.
Muito sofrimento, desgaste físico e perigoso, pois pedras se soltavam a todo instante, obrigando o deslocamento da equipe em linha para que não fossemos acertados.
Demos graças quando chegamos a um trilho de trem e tornou mais fácil a progressão, para recuperar o tempo que foi perdido.
Esta voltinha de aquecimento teve aproximadamente 20 Km, agora só faltava 290, vamos lá então! Só que agora de mountain bike.
Tínhamos agora pela frente um trecho misto de alfalto e trilha, que parecia a nossa graciosa, inclusive na distância.
Neste trecho recuperamos quatro posições, que nos colocou entre as dez primeiras, estava dentro de nossa estratégia, pois teríamos ainda mais um dia e duas noites de prova pela frente.
Pedalávamos por uma trilha fechada e escura e muito enxarcada, tudo corria muito bem até que o inesperado acontece. Um de nossos atletas perde a linha da trilha e cai num buraco, não muito fundo, mas que devido ao barro não conseguiu soltar os pés do clip do pedal e acabou lesionando o joelho direito.
De inicio parecia apenas uma acidente dolorido e que nos assustou muito, mas o “Luizão guerreiro” seguiu ainda forte mesmo com dores. Queriamos acreditar que era apenas uma contusão, nada muito grave, pois ainda tinha muito trecho pela frente.
Logo depois chegamos a uma área de transição, onde um trecho de 15 quilometros de caminhada teria que ser vencido antes que chegássemos aos barcos. Neste percurso começaran nossos problemas, as dores no joelho do Luiz aumentaram obrigando a diminuirmos nosso ritmo e consequentemente fomos engolidos pela neblina da noite complicando nossa orientação.
Tivemos muita dificuldade de encontrar o caminho até os barcos, a neblina era densa daquelas de cortar com faca e impossibilitava enchegarmos qualquer coisa do terreno. Rodamos perdidos na neblina por duas horas e perdemos todas as posições que tínhamos conseguido, agora eram várias equipes tentando sair daquele trecho, quando derrepende tudo limpou e encontramos a trilha.
Não demorou muito e as outras equipe também se localizaram, como estávamos lentos perdemos nossa posição. Finalmente chegamos aos barcos, e tínhamos uma esperança que talvez a dores dessem uma trégua quando repousássemos nossas pernas.
Sabíamos que a neblina voltaria, portanto procuramos ser o mais rápido possível nesta transição, medicamos um analgésico para o Luiz, embora este procedimento deve ser evitado, pois só alivia a dor nas não cura a lesão podendo agravar mais ainda.
Remávamos forte procurando aproveitar ao máximo a visibilidade, que não durou muito. Para garantir que não ficaríamos sem rumo, tiramos um azimute (referência em graus na bússola) e remamos naquela direção se ver nada pela frente. Foram 16 quilometros de remos e quando chegamos ao posto de controle, que surpresa, tínhamos recuperado a nossa posição, a mesma neblina que nos atrapalhou fazendo com que nos perdêssemos, agora nos pôs na frente novamente, atrapalhando a navegação das outras equipes.
Agora tínhamos um trecho decisivo pra equipe mais 20 quilometros de caminhada, sendo que o ultimo trecho seria o mais complicado devido a inclinação do terreno na descida da serra.
Embora nosso “Guerreiro” estivesse com problemas não quis abalar a equipe e continuou forte mesmo tendo dores. Chegamos no trecho mais complicado da trilha já pela manhã, isto ajudou muito na segurança, pois o caminho era muito perigoso e de difícil deslocamento.
Descemos então toda serra, nos deparamos com cachoeiras gigantescas, paisagens maravilhosas, e agora estávamos em Cubatão, a maior prova do estrago que o homem pode fazer. No final do trecho pegaríamos as bikes e acreditávamos que poderia ser bom para as dores do nosso “Guerreiro”.
Mesmo lentos só fomos alcançados por uma equipe quando já estávamos chegando ao posto de controle, onde achávamos que continuaríamos de bikes.
Devido a um embargo da secretaria do parque não seria possível subir pedalando e teríamos que continuar na modalidade caminhada até o alto da serra. Este momento foi um balde de água gelada no psicológico da equipe, seriam mais 10 quilômetros só subida, Converssamos com o Luiz, e ele disse: Vamos lá eu não desisto!. Não acreditávamos no que estávamos ouvindo e pensei comigo “este cara louco”, e inciamos a caminhada.
Começa então uma forte chuva para difilcultar o que já seria bem difícil ainda que o Luiz continuasse a caminhar e chegasse nas bikes la em cima iniciaria um trecho de 160 km de bike por trilhas e estradas barrentas de complicado resgate. Caminhavamose pensavamos no pior. e sem a participação do nosso “Guerreiro”, afinal não podíamos ser egosístas ao ponto de comprometer nosso parceiro, tomamos uma descisão.
Foi a descisão mais difícil até então, dói mais jogar a toalha que levar os socos, o que pesou foi. Até quando ele agüentaria? Será que o resgate chegaria quando precisássemos?
Quando chegamos ao PC (posto de controle) confirmamos nossa descisão e abandonamos a prova, para o bem não só do Luiz, mas de toda a equipe. Sabemos que outras oportunidades virão e quem sabe na próxima as coisas saiam melhores.
Queremos agradecer a Deus por nos proteger durante toda a prova, também agradecer e nos desculpar com nosso patrocinador ALL NATURE COSMÉTICOS, que financiou esta aventura, aos apoiadores GUIA AVENTURA EQUIPAMENTOS, que nos protegeu da chuva, a QUIOSQUE NATUREZA, que suplementou todo este desgate, a HYPE ACADEMIA, que proporcionou o preparo físico pra equipe e agora também a Linnus Institute que proporciona acompanhamento técnico em medicina esportiva melhorando nosso desempenho, bem vindo a equipe All Nature Adventure Team, também nossa equipe de apoio que se empenhou ao máximo para nos resgatar o mais rápido possível antes que o frio nos congelasse e a todos que torcem por nós. Até a próxima.
Por Willian Lara
BORA EQUIPEEEEEEE!!!
domingo, 30 de agosto de 2009
RISCOS DA FALTA DE QUALIFICAÇÃO DO PERSONAL TRAINER
A figura do personal trainer tem se popularizado nos últimos anos. Hoje em dia é possível contratar profissionais de alto nível por preços acessíveis. Inicialmente eram contratados por atletas, celebridades ou executivos que não podiam perder tempo freqüentando academias e, ainda, zelavam pela privacidade total.
Os professores de Educação Física viram nesse mercado uma forma de ganhar autonomia e dinheiro. Só que outros, sem qualificação necessária, perceberam a oportunidade e passaram a oferecer o mesmo serviço.
Quando um cliente faz a opção de contratar um personal trainer, deve tomar certos cuidados para que não venha a arrepender-se mais tarde.
Isto porque uma escolha mal feita pode acarretar sérios problemas à saúde, para não falar do prejuízo financeiro.
Por isso, antes de contratar o seu personal trainer, certifique-se de que ele tem formação universitária em Educação Física, verifique se ele fez cursos de especialização e comprove suas referências.
O Procon recomenda colher informações no Conselho Regional de Educação Física (CREF), em revistas especializadas, em academias conceituadas e clínicas médicas.
Feita a avaliação prévia e escolhido o profissional, faça um contrato de prestação de serviços, regido pelo Código de Defesa do Consumidor. O documento deve ter dados pessoais do aluno / cliente e do profissional de Educação Física (nome, endereço, telefone, CREF, CPF, RG), preços, forma de pagamento e reajuste, periodicidade, horários, reposição de aulas, prazo (data de início e término) e condições para rompimento do contrato.
Não se trata de burocratizar, mas o contrato é importante para resguardar responsabilidades, se houver algum problema de saúde decorrente de exercícios mal direcionados, com o contrato ele prova a relação de consumo e o professor pode ser responsabilizado, indenizando o cliente pelo mal causado.
Como muitos profissionais funcionam apenas com contrato verbal, o Procon recomenda que sejam guardados folhetos com informações ou material de divulgação para, havendo algum problema, ter respaldo jurídico. Todos os comprovantes de pagamento devem ser guardados. Nesse caso o cheque funciona como um comprovante de pagamento.
Cabe ainda ao personal trainer, indicar e orientar os equipamentos, calçados e vestuário, adequados à prática esportiva adotada.
Sendo assim, aqui vão algumas sugestões que devem ser lembradas por ambos, aluno / cliente e personal trainer:
1. O trabalho do personal trainer pode ser direcionado para alunos / clientes com bom condicionamento físico, atletas, sedentários, obesos, portadores de problemas físicos, posturais ou cardiovasculares.
2. O trabalho é individual. Os exercícios devem visar necessidades específicas de cada um. Não tente copiar o treinamento de outras pessoas.
3. Tenha seu (s) objetivo(s) bem definido (s).
4. Nenhum profissional capacitado promete resultados espetaculares em curto prazo, nem traça objetivos impossíveis de serem atingidos. Nesses casos, a motivação e a expectativa inicial rapidamente se transformam em frustração e desconfiança.
5. Os honorários são cobrados por hora, semanal ou mensal. Mas ainda não há uma tabela fixa de preços para esses profissionais.
6. É necessária uma avaliação física antes de iniciar qualquer tipo de atividade.
7. E importante que esse profissional faça reavaliações periódicas, para observar o seu progresso.
8. Quando preencher qualquer ficha informando sobre sua saúde, não esqueça: sinceridade em primeiro lugar!
9. Siga corretamente as orientações de seu personal trainer na hora de fazer os exercícios físicos.
10. A diferença entre o personal trainer e o instrutor de academias é o numero de informações e dados que o primeiro dispõe a seu respeito.
11. O trabalho de um personal trainer é multidisciplinar. Ele age em conjunto com seu médico, nutricionista, psicólogo e outros.
12. A pratica do personal training não exige lugar específico.
13. Observe se o personal trainer é um ouvinte atento para seus problemas e se ele tem boa capacidade de comunicação. O mais interessante nesse tipo de treinamento é o relacionamento pessoal que se estabelece entre o aluno / cliente e o profissional.
14. A carga de trabalho deverá ser aumentada gradativamente e de forma específica, criando condições para que se notem os efeitos do exercício.
15. A freqüência ideal varia de três a cinco vezes por semana. Em caso de indisponibilidade, pode-se optar por uma atividade moderada que complemente o trabalho. Outra saída é o treinamento prescrito. Isto é, o aluno / cliente faz uma ou duas aulas por semana e no restante exercita-se sozinho.
16. A ansiedade excessiva do aluno / cliente pode acabar prejudicando um bom treinamento.
Deve ser lembrado que, quando o aluno / cliente optar por um trabalho diferenciado e individualizado, será necessário verificar através de anamenese, exames e avaliações físicas e médicas, em que tipo ele se classifica:.
Estas informações são importantes para que você possa fazer um planejamento do condicionamento físico com segurança e respaldo jurídico. Ficando atento a esses detalhes, você tera um personal trainer, e sucesso.
Bruno Klein
cref: 0011166-PR
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Relato sobre o 2º lugar na Extremaventura em Prudentópois

Duas semanas após o insucesso na prova de Jacupiranga do Circuito Chauás devido a complicações técnicas e físicas as quais quase impossibilitaram até a conclusão do percurso, estávamos em Prudentópolis Terra das Cachoeiras Gigantes, novamente cheios de confiança e dispostos a esquecer o fato ocorrido anteriormente.Após dias de chuva e muito frio estávamos alinhados para mais uma largada que prometia muito empenho dos atletas, estratégia de prova e como já esperado muita lama.A largada aconteceu de bike por uma estrada que tinha tanto barro que foi difícil até para carregar as bicicletas nas costas.Com o ritmo muito forte de inicio como já era esperado, ainda mais com a equipe brasiliense Oskalunga, numero 1 do ranking brasileiro seguindo na frente.A prova contava com uma caixa de apoio por equipe, a qual teria acesso por duas vezes nas transições, devido a isso largamos bem leves somente com os obrigatórios, pouca comida e de sapatilha, pois seria bike até o retorno “a Caixa.”
Para assinar PC1 foi bem congestionado tanto para chegar como para sair dele, pois todas as equipes optaram voltar pelo mesmo caminho e não arriscar a trilha, imagine se estrada estava difícil, como seria esta trilha? Seguimos em busca de um PC virtual que deu muito trabalho, oh ! Igrejinha difícil, gerou uma dúvida na data que estava na cruz e tivemos que voltar quase um quilometro pra confirmar, para só então seguir para a área de transição onde estava “a Caixa” . Neste ponto da prova ocupávamos a terceira posição, e quando estávamos próximos da cidade encontramos o segundo colocado que tinha uma corrente arrebentada e então passamos a frente, por pouco tempo. Um é pouco, dois e bom, mas três navegadores só da confusão, passamos o local do AT com isso perdemos a posição novamente, é pra acabar!!!! Após uma transição rápida saímos atrás do prejuízo, e o que era pra ser trekking virou uma corrida de 10 quilómetros até os ducks, para então remar no Rio dos Patos. Neste trecho impusemos um ritmo forte e recuperamos a segunda posição, quando chegamos ao PC para o remo, cadê o rio? Tivemos que carregar os barcos por um trecho de 800 metros. Depois que chegamos na água, pelo menos o rio ajudou, com as chuvas anteriores estava bem rápido, permitindo uma velocidade de 10Km/h, aproveitamos a correnteza para caprichar na alimentação, depois teríamos mais um trekking para retornar a caixa e sair para outro trecho de bike. Mal saímos do PC e recebemos a confirmação que a “aquela equipe” já tinha saído também, e estava na cola. Tivemos que apertar passo. Chegamos novamente “à Caixa” pegamos as bikes e saímos para o próximo trecho, tínhamos uma folga, pois o terceiro colocado tinha uma corrente para emendar. Muito Mais barro, muita mais subida e quando estávamos chegando no PC 8 que dava acesso ao vertical encontramos os lideres, pela cara que fizeram eles imaginavam que nós estávamos mais longe. Durante toda a prova até aquele PC estávamos mantendo uma diferença de em média 20 minutos que em se falando de corrida de aventura é muito arriscado, qualquer pneu furado pode complicar principalmente em se tratando de provas curtas. Infelismente não foram só eles que tiveram um susto, nós também, “aquela equipe” devido a um trecho melhor escolhido, tinha nos alcançado e tudo recomessou. Por motivo de segurança a organização da prova suspendeu o vertical, mas manteve o PC do fundo do cânion. Agora tínhamos que despencar parede abaixo. Aquela descida era infinita e o pior de tudo que a saída era por ali mesmo. Para sair lá do fundo do vale foi necessário muito esforço, trilha difícil do tipo tatu de chuteira, Foi muita superação impor um ritmo para ganhar algum tempo dos adversários. Regressamos a bikes e saímos em busca de mais um virtual, parecia tudo tranqüilo, até errarmos um trecho bem sacana, pensamos puxa! Tanto sofrimento para abrir diferença para vacilar justo agora e um desânimo toma conta por instantes da equipe, mudamos a estratégia e seguimos, agora que teria que ser mais forte ainda, pedalávamos sempre com aquela expectativa de “cruza-los” no caminho, mas este encontro não ocorreu, em corrida de aventura a sorte também conta, não é que “Eles” também tinham errado. Ufa!! Que alívio.Mantivemos o ritmo para conseguir uma diferença mais concreta, desta vez evitamos o caminho que fizemos para ir, e fizemos o trajeto embora mais longo melhor.Entramos na cidade, agora é só pedalar pro abraço e garantir a tão disputada posição. Enfim tudo ocorreu bem. Queremos agradecer a Deus por nos proteger durante toda a prova, ao nosso patrocinador ALL NATURE COSMÉTICOS, aos apoiadores GUIA AVENTURA EQUIPAMENTOS , QUIOSQUE NATUREZA e HYPE ACADEMIA a todos que torcem por nós, A “Eles” que fizeram com que descemos muito mais de nós, ah não esquecendo da “Caixa” . Até a próxima.
Por Willian Lara.
BORA EQUIPEEEEEEE!!!!!!
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